Terminada a convenção do Partido Republicano, John McCain imediatamente ultrapassou Barack Obama nas sondagens de intenção de voto. Trata-se, é certo, de uma vantagem conjuntural, largamente resultante da enorme popularidade de Sarah Palin e da dinâmica política que a sua escolha provocou. Mas, numa altura em que as preocupações do eleitorado se concentram na insegurança económica, em que alastra o desejo da “mudança” e em que a oposição à guerra do Iraque se situa acima dos 60%, não deixa de ser significativo que o candidato democrata não consegue obter e preservar uma vantagem significativa. Reunidas as condições para conquistar a Casa Branca e uma maioria no Congresso, o Partido Democrata parece estar a perder a sua capacidade para estruturar uma narrativa eleitoral ganhadora.
Associação de Amizade Portugal - Estados Unidos da América celebrou o Dia de Portugal, das Comunidades Portuguesas e de Camões em Washington, num conjunto de iniciativas que visaram a sua apresentação publica nos EUA. Iniciando a celebração do Dia de Portugal com uma conferência na Universidade de Georgetown, o Presidente da AAPEUA, António Neto da Silva, traçou o quadro de actuação e os propósitos por que se move a Associação, identificou a pretensão de alargar a sua esfera de actuação aos dois lados do Atlântico ao mesmo tempo em que apelava á filiação dos luso descendentes e dos cidadãos americanos com especial relação com Portugal, garantindo assim a elevação da instituição a parceiro privilegiado no diálogo entre os dois países.
Mesmo que ganhe a Pensilvânia e os restantes Estados com uma margem na ordem dos 65% dos votos, Hillary Clinton chegará à convenção de Denver com menos delegados eleitos do que Barak Obama. Se assim é, por que motivo não desiste? A razão é simples: espera que os superdelegados, um grupo de cerca de mil delegados por inerência composto por activistas e eleitos do partido, lhe proporcionem a vitória. Dado que Obama também não terá o número de delegados eleitos suficientes para obter a nomeação, serão os superdelegados a decidirem quem será o candidato que irá defrontar John McCain.
A seis meses da convenção do Partido Democrata, a campanha de Hillary Clinton implodiu. Agora, tudo se reduz aos resultados do voto no Texas e no Ohio. Se perder num destes dois Estados, a campanha invariavelmente chegará ao seu fim. Clinton não necessita de vencer; necessita de uma vitória expressiva. Porque os delegados à convenção são atribuídos de acordo com critérios de representação proporcional, um resultado que não seja esmagador significa que Barak Obama conquistará uma fatia significativa dos delegados, e, por conseguinte, a nomeação.
Independentemente do desfecho das primárias dos partidos Democrata e Republicano, as eleições presidenciais de Novembro iniciam um novo ciclo político. Face ao descontentamento generalizado relativamente ao rumo do país, mesmo uma vitória republicana (ainda possível se John McCain conquistar a nomeação) irá trazer mudanças significativas na política interna. Todavia, a continuidade marcará a política externa. Democrata ou republicano, o próximo presidente seguirá as linhas mestras de política exterior traçadas por George Bush.