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AAPEUA defende
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O Novo Presidente
dos EUA
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Uma análise da AAPEUA sobre as
eleições presidenciais americanas

A
derrota de John McCain na presidenciais de terça-feira
não
pode senão levar o Partido Republicano a iniciar uma
profunda reflexão sobre o seu futuro. McCain poderia
ter feito uma campanha melhor, poderia ter construído
uma “narrativa” mais coerente. Mas, por muito
que se possa criticar a campanha, não deixa de ser
verdade que nenhum outro republicano poderia ter obtido um
resultado tão respeitável. 
Associação
de Amizade Portugal - Estados Unidos da América celebrou
o Dia de Portugal, das Comunidades Portuguesas e de Camões
em Washington, num conjunto de iniciativas que visaram a sua
apresentação publica nos EUA. Iniciando a celebração
do Dia de Portugal com uma conferência na Universidade de
Georgetown, o Presidente da AAPEUA, António Neto da Silva,
traçou o quadro de actuação e os propósitos
por que se move a Associação, identificou a pretensão
de alargar a sua esfera de actuação aos dois lados
do Atlântico ao mesmo tempo em que apelava á filiação
dos luso descendentes e dos cidadãos americanos com especial
relação com Portugal, garantindo assim a elevação
da instituição a parceiro privilegiado no diálogo
entre os dois países.
Mesmo
que ganhe a Pensilvânia e os restantes Estados com uma margem
na ordem dos 65% dos votos, Hillary Clinton chegará à convenção
de Denver com menos delegados eleitos do que Barak Obama. Se assim é,
por que motivo não desiste? A razão é simples:
espera que os superdelegados, um grupo de cerca de mil delegados por
inerência composto por activistas e eleitos do partido, lhe proporcionem
a vitória. Dado que Obama também não terá o
número de delegados eleitos suficientes para obter a nomeação,
serão os superdelegados a decidirem quem será o candidato
que irá defrontar John McCain.
A
seis meses da convenção do Partido Democrata, a
campanha de Hillary Clinton implodiu. Agora, tudo se reduz aos
resultados do voto no Texas e no Ohio. Se perder num destes dois
Estados, a campanha invariavelmente chegará ao seu fim.
Clinton não necessita de vencer; necessita de uma vitória
expressiva. Porque os delegados à convenção
são atribuídos de acordo com critérios de
representação proporcional, um resultado que não
seja esmagador significa que Barak Obama conquistará uma
fatia significativa dos delegados, e, por conseguinte, a nomeação.
Independentemente
do desfecho das primárias dos partidos Democrata e Republicano,
as eleições presidenciais de Novembro iniciam um
novo ciclo político. Face ao descontentamento generalizado
relativamente ao rumo do país, mesmo uma vitória
republicana (ainda possível se John McCain conquistar a
nomeação) irá trazer mudanças significativas
na política interna. Todavia, a continuidade marcará a
política externa. Democrata ou republicano, o próximo
presidente seguirá as linhas mestras de política
exterior traçadas por George Bush.